segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Canalizações

Olá Leitores!
Há quanto tempo... mas não se iludem que não venho para ficar!

Venho só dar aqui um "pulinho" para expressar a minha indignação contra os canalizadores: quando diziam que "eu quero é ser canalizador, porque aí ganha-se bem", não acreditava lá muito na história e até pensava que era apenas uma metáfora ridicula qualquer, cujo verdadeiro significado nunca o saberia ao certo...
A verdade é que ou se tenta saber um bocadinho de canos ou estamos completamente lixados e dependentes destes sangue-sugas da sociedade que se aproveitam da falta de conhecimento de todos nós, pobres humanos, que, por pura ingenuidade, não sabemos distinguir de onde é que sai a maldita água, se da parede, se do cano!

Eram 3 da manhã quando dei pelo chão da casa de banho inundada! Não há maior transtorno do que acordar a meio da noite para termos uma má notícia... faz-me lembrar daquelas noites em que o meu cão, quando estava mais doente, vomitava a meio da noite e lá tinha eu de me levantar para limpar a sala, ainda meio a dormir! É mesmo uma sensação desagradável...

Isto tudo para dizer que as rupturas de canos são o suficiente para estragar a vida de uma pessoa, principamente quando é na casa-de-banho!! Basicamente o transtorno traduz-se em limpar o chão, desligar as torneiras ou até mesmo desligar a água, não se pode tomar banho, nem sequer usar a sanita sem que a casa-de-banho inunda mais um bocadinho. E depois é a tarefa de se descobrir um canalizador que trabalha 24H (aqui dou graças ao google), que seja eficiente e rápido. Mesmo assim, este canalizador demorou um dia inteiro vir! Vamos considerar isto rápido, ok?

Primeiro ligou para saber qual seria o estrago ou o problema (se eu soubesse, certamente não precisaria dele!). Depois afirmou tentar passar por casa antes da hora do almoço. Ok, óptimo, vou ficar cá em casa à espera dele, pode ser que até seja rápido. A seguir ao almoço, no limiar da paciência, toca a ligar para o senhor "ahh é que me atrasei um bocadinho, mas estou a chegar". O engraçado é que o "estou a chegar" na linguagem dos canalizadores (ficam já a saber) significa "ainda vou demorar umas horitas". E eis que às 17H chega o tão esperado canalizador!
Cerca de 20 minutos depois e 75 € (sim, 75!!), está tudo resolvido! E posso voltar à minha vida normal.
Bom, mas passo a discriminar a factura: 30€ de deslocação + 40€ de mão de obra + 5€ pela peça (que no AKI custa 30 centimos). Fiquei estupfacta e mais não digo!

É caso para dizer: Devia ter sido canalizadora!

Boas noites a todos os leitores
JD

domingo, 16 de agosto de 2009

O Post de Agosto

Caros leitores,

Já vai algum tempo que não dedicava uns minutinhos a este blog. Infelizmente, a tendência vai ser, cada vez mais, deixar de escrever com alguma regularidade isto porque vou, oficialmente, largar as maratonas que fazia nos centros comerciais a trabalhar, que, como calculam, era onde conseguia ter mais tempo para escrever.
Deixou de valer a pena trabalhar tanto aos fins-de-semana, porque agora outras prioridades se atravessaram no caminho.
Para quem me conhece, não é uma decisão tomada de ânimo leve, uma vez que sou uma workaoolic das grandes… no entanto e pensado bem, fazendo uma retrospectiva relativamente ao trabalho extra que fazia, enumero aqui o que me leva a deixar de fazer estas horas todas a trabalhar.

As razões para não trabalhar aos fins-de-semana ou fazer horas extra:
1º Temos de dedicar mais tempo à nossa família, amigos, a quem amamos;
2º A cabeça tem de descansar do stress da semana;
3º Só temos 20 anos uma vez, o tempo livre que temos tem de ser dedicado a fazer coisas que nos dá prazer… aliás, só se vive uma vez!
4º O dinheiro não é tudo, sou a prova viva de quanto mais dinheiro se tem, mais se gasta. Prescindir tempo da nossa vida para ganhar mais algum dinheirinho, só mesmo por necessidade extrema, porque de outra forma não vale a pena o esforço e a dedicação! Perde-se sempre mais do que aquilo que se ganha.
5º Ninguém na empresa agradece ou reconhece o esforço.

E isto já para não falar de toda aquela gente estúpida que anda a passear nos centros comerciais e que nos vêm chatear com perguntas estúpidas.

*

Este ano se fiz 4 ou 5 dias de praia foi muito, ao contrário do ano passado, que foi muito rico em relação sol, areia, água salgada, aquele sabor a férias… E quando vou a ver, já estamos a meio de Agosto! Que tristeza. Nem sei bem explicar como é que este Verão passou por mim quase sem eu reparar! E isto sem falar nos planos de escapadinhas que não consegui concretizar, entre elas, a ida a Sevilha. Mas vendo bem, nem me posso queixar: comecei o ano com Cuba, depois seguiu-se a Disney e depois os Açores, mas este ano, ainda tenho esperança de dar um saltinho às Caraíbas em Outubro. Esperemos…
Até lá, ainda vou tentar dar um saltinho à Costa Vicentina, só para matar saudades das praias de Porto Covo ou, só para ser novidade, até sou capaz de passar pela Comporta ou por Tróia (inauguraram lá uns hotéis com um ar bastante bom).

Até breve

domingo, 19 de julho de 2009

Revelações

Voltei das Flores!
É realmente uma ilha lindíssima… Esta ilha ganha pela cor das flores, pelas cascatas, pela paisagem, pelo coelhos que não se deixam fotografar, pelas curiosas vaquinhas, pelo saboroso queijo, pelos inúmeros percursos pedestres, pelo pôr-do-sol na Feijã Grande, pelo Poço do Bacalhau e pelo Farol das Lajes.
No entanto, e acima de tudo, valeu pela companhia do Armando e da Regina. Uma amizade valiosa que se traduziu nos melhores anfitriões que já alguma vez poderia ter tido.

Foi aqui que este ano decidi passar o meu aniversário. Pela primeira vez, passei os meus anos longe da minha família mais próxima (longe do meu pai, longe do meu irmão, do meu sobrinho, da minha madrinha…) e foi, no mínimo, esquisito. O meu pensamento, nesse dia, esteve com eles, é certo… mas o dia foi passado com uma outra família, igualmente importante para mim e, o mas importante de tudo, é que foi passada também com o amor da minha vida! Foi tão bom poder ver o teu sorriso, poder sentir o teu quente abraço. És tudo para mim (tu sabes)…
E com isto, já estou em contagem decrescente para a chegada dos “famosos 30”!

*

Foram umas férias de revelações, esgotantes, é verdade, mas que nos tornou mais fortes que nunca. Agora sei que sim, é verdade todo este amor, toda esta vontade de termos um futuro juntos. Já te disse isto antes, meu amor, mas agora repito publicamente com todas as certezas do meu coração: TU COMPLETAS-ME! ÉS A MINHA VIDA, AMO-TE! Não posso conceber um futuro sem ti, essa imagem já não me cabe na cabeça. A minha felicidade está em partilhar a minha vida contigo, está em sermos uma família juntos, está em acordar todos os dias ao teu lado, está em ver o teu sorriso e os teus olhos a brilhar, está em sentir-te a meu lado. Tens o meu coração, a minha vida…

JD

sábado, 20 de junho de 2009

Desilusões

Há situações e pessoas que nos levam a acreditar em certas supostas realidades. Chegam mesmo a fazer promessas, e até nos conseguem convencer de que é mesmo verdade tudo aquilo que nos dizem.
No entanto, mais tarde ou mais cedo, há sempre aquele ponto de ruptura, aquele dia, aquela situação específica que nos faz pensar: “será que é mesmo verdade? E todas as promessas são mesmo sentidas?”. Nessa altura, entramos num estado de desencantamento, de desengano e depois instala-se a dúvida… A dúvida de tudo o que foi dito, de tudo o que foi feito. Depois da dúvida, que por si só é já um sentimento bastante destrutivo, vem o sentimento de desilusão.

A desilusão é um sentimento de tristeza, pior, de certa impotência, como já não estivesse nas nossas mãos, do género ‘o mal já está feito e agora não há mais nada que me faça voltar a pensar de forma diferente’.
Há relações que não conseguem sobreviver a certas desilusões e há outras em que, apesar de sobreviver, muda tudo e não há maneira de voltar ao que era.

No meu caso, a desilusão acaba por ser um sentimento tão forte e tão realista, que se traduz num acordar para a vida. É como se fosse uma chamada de atenção para ver a realidade e deixar de ser tão sonhadora, é como se, de repente, me obrigassem a pôr os pés no chão ao mesmo tempo que destroem o sentimento bom que estava a ter até então. É a razão a sobrepor-se aos sentimentalistas crónicos. Para mim, o pior que me podem fazer é desiludir – é aí que deixo de acreditar na pessoa e deixo de lutar por ela, deixa de valer a pena sonhar por elas…

Já Alexander Pope dizia: “Feliz do homem que não espera nada, pois nunca terá desilusões.”

JD

domingo, 7 de junho de 2009

O que é a NEURA?


O estado de neura, para mim, é algo difícil de explicar. Posso tentar descrever como algo que se parece com a irritabilidade constante e a falta de paciência, mas três vez mais e pior do que habitual.
É um sentimento quase inevitável com que acordamos e, muitas das vezes, com que nos deitamos, ou seja, é um-dia-inteiro-de-neura.
A origem deste estado, normalmente é mínima, quase inexistente (de tal forma que às vezes nem sabemos bem qual foi a origem) e sem resolução, ou seja, a cura basicamente resume-se a esperar que passe…
Aconselho o seguinte, a todos o que têm tendência de se cruzarem comigo num dia destes: Não me digam nada e… afastam-se. Qualquer coisa vai ser pretexto para me chatear e chatear a ‘vitima’. Tenho perfeita consciência que, nestes dias, farei tudo para irritar quem me rodeia. Não sei bem porquê, mas é algo quase inevitável e, pior, incontrolável. É como se esse estado de espírito se apoderasse de mim, como um fantasma ou algo parecido e eu não tenho qualquer controlo do que esse fantasma poderá fazer por mim! É como se usasse o meu corpo, mas para a maldade!
São estes os tais dias em que nem deveríamos sair de casa! Quem me dera ter a possibilidade de ficar em casa, de pijama vestido o dia todo, ficar a ver filme e a beber chá! Pois bem, mas, infelizmente, eu preciso e tenho de sair de casa… tenho de ir trabalhar e desculpem lá qualquer coisinha, se eu não conseguir esboçar o meu habitual sorriso! Afinal, somos todos seres humanos e todos nós temos os bons e maus dias… Tenham lá paciência, sim?

*

Hoje é dia de votações e basicamente penso isto: quero lá saber para o meu dever cívico!
Estou a trabalhar das 10H às 20H num centro comercial onde nem vejo a luz do dia, a aturar as mais caricatas pessoas que, particularmente neste dia, parece ser o Dia Mundial dos Estúpidos e todos eles saíram à rua! Ora, duvido que quem tenha de aturar gente estúpida o dia todo, tenha vontade em votar em seres mais estúpidos ainda!
Meu Deus, continuo a perguntar-me, vezes sem conta, o que faz esta gente toda num centro comercial quando nem a chover está? Meus amigos, estamos no Verão, vão passear para o parque com os filhos, vão para a esplanada beber uma imperial e comer caracóis, vão para Belém espreitar o Rio… Tantos programas tão mais interessantes… não percebo mesmo!

Melhores dias virão, certo?

JD

domingo, 31 de maio de 2009

A primeira vez…


Hoje foi a primeira vez que a princesinha dormiu na minha caminha. É incrível como ela é parecida com o pai. Já comentei anteriormente que ela faz exactamente as mesmas expressões faciais do pai e agora, até a dormir se parece com o pai!
É bom tê-la ao pé de mim… No entanto, o que mais gosto nela, para além da sua sempre boa disposição, é quando ela quer dizer um segredo ao meu ouvido, é quando ela é a minha cúmplice nas brincadeiras que fazemos com o pai, é quando ela quer dar-me a mão na rua, é quando ela prefere ficar comigo em vez de ajudar o pai com as compras que fez no modelo, é quando ela fala das suas peripécias da escolinha e quando ela partilha as novidades da sua melhor amiga Nina.

Para mim também é a primeira vez… é a primeira vez que me deparo com a possibilidade de ter alguma responsabilidade, a responsabilidade de educar, de brincar, de ter alguém que depende de mim. É tudo uma grande novidade, mas é assim que se aprende na vida, certo?
Às vezes fico com aquele friozinho na barriga, frio de medo, frio de falhar, frio de desiludir. Outras vezes, penso que vai correr tudo bem, que é tudo tão natural que não tem como correr mal.

Vou dar o melhor de mim, prometo minha princesinha…
Um Abraço
JD

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Aquapura Douro Valley


E no meio do nada lá encontrámos, bem pertinho de Peso da Régua, entre as vinhas do Douro, os socalcos verdes e o azul do rio a serpentear pela paisagem a perder de vista...
Lá estava a experiência de um fim-de-semana inesquecivel que mais valeu pelas poucas palavras ditas (mas muito sentidas); valeu pelo silêncio do Rio; valeu pelo acordar com o chilrear dos passarinhos; pelo pequeno-almoço adocicado com sumo de laranja natural; pela tarde solarenga junto à piscina; mas, acima de tudo, valeu pelos olhares cumplices, pelos sorrisos timidos, pela felicidade apaixonante... valeu por ti, valeu por nós!

Aquapura foi apenas um cenário do já habitual lema "parar para viver". Aqui parei, aqui vivi! No entanto, não é o cenário que mais importa num fim-de-semana como este, afinal de contas, é apenas um cenário. Tudo o resto é construído por nós, é vivido por nós. Foi a tua companhia que tornou o Aquapura o cenário mais romantico da minha vida... e esse cenário será só nosso para sempre, um momento único na vida, que bem mereceu a lagimazinha que teimou em cair da cara de tanta felicidade (já há muito tempo que não chorava assim)!

Um Abraço (daqueles...)