domingo, 4 de abril de 2010

"Morre Lentamente", de Pablo Neruda

Morre lentamente quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente,
Quem destrói seu amor próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente,
Quem se transforma em escravo do hábito,
Repetindo todos os dias os mesmos trajectos,
Quem não muda de marca,
Não se arrisca a vestir uma nova cor,
Ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente,
Quem evita uma paixão e seu redemoinho de emoções,
Justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
E os corações aos tropeços.

Morre lentamente,
Quem não vira a mesa quando está infeliz,
Com o seu trabalho, ou amor,
Quem não arrisca o certo pelo incerto,
Para ir atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Pelo menos uma vez na vida,
Fugir dos conselhos sensatos…


Viva hoje!
Arrisque hoje!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um Bocadinho de Humor

“Uma vida muito preenchida dá muito menos espaço para frustrações emocionais”

Esta é a frase do dia que elejo para a minha filosofia de vida. Afinal de contas, é o que tenho sempre feito desde há uns 5 anos para cá.
O preencher o nosso tempo livre acaba por se transformar o remédio necessário, diria mesmo que é como se fosse uma desculpa às coisas que queremos fugir, principalmente quando estamos a falar de sentimentos. Foi o que fiz quando a minha mãe morreu e assim me tornei uma assumida “woorkaholic”. Agora, o meu trabalho é um mal necessário e indispensável para a minha saúde.
O facto de estarmos concentrados noutros assuntos que não aqueles que nos levam a não ter vontade de levantar da cama, é a grande ajuda para não cairmos em doenças como a depressão, melancolia profunda, tristeza...
Sim, trabalho aos fins-de-semana; Sim, fico sem tempo para a família; Sim, custa imenso… Mas ao menos levanto-me da cama, ganho uns €€ extra, traço objectivos de vida, olho para a frente, em vez de ficar em casa a lamentar-me da vida. Também tenho estes dias de não me conseguir levantar da cama, claro, nada disto desaparece, mas ao menos são menos recorrentes.

Não me censurem… cada um tem a sua maneira de lidar com os seus sentimentos, com os seus problemas. E esta é a minha…

Aquele Abraço
JD

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Faltam três horas e meia para acabar o meu turno aqui no trabalho e… nunca mais acaba!
Tem sido extremamente difícil fazer este Domingo! Isto porque ninguém quer comprar nada! Só querem é chatear, chatear e chatear… Basicamente querem entreter-se com qualquer coisa e nós calhamos na rifa!
Por exemplo uma coisa que detesto é falar para o boneco e acreditem que há muita gente que me faz sentir que estou a falar para o boneco, ou porque são estúpidos, mal-educados ou porque são pseudo-tias. Não é difícil perceber, de qualquer forma dou dois exemplos recorrentes e, infelizmente, muito habituais:

- Exemplo número um: Um cliente entra na loja e eu digo “Boa tarde, Precisa de alguma coisa?” … … … estas reticencias traduzem-se a NADA, VAZIO, NEM UMA RESPOSTA, NEM SEQUER OLHAM PARA MIM! O cliente limita-se a vaguear pela loja, meio “abananado”, meio perdido, tira uma ou duas brochuras e sai.

- Exemplo número dois: Uma cliente entra na loja e eu digo “Boa tarde, Precisa de ajuda?” A Resposta – “Olhe, é só isto que tem para o Brasil?” e eu penso “grande cabra, boa tarde seria agradável de se ouvir ou sua mal-educada!”

- Exemplo número três ( e esta aconteceu-me hoje ): uma cliente entra na loja e pergunta: “Se eu quisesse comprar uma reserva para o México, para o fim de Fevereiro, já é muito tarde para reservar?” Não percebendo muito bem o que a cliente, mas querendo ajudá-la pergunto, “Mas quer ir para o México para onde, Cancun? Quer só voo ou quer um pacote com o Hotel também?” A senhora responde “Não, quero só voo.” E mais uma vez eu pergunto “ok, então tem de me dizer para onde, para que cidade do México.” A senhora responde “Ahh é para o sul, não sei bem, mas sabe-me dizer +/- quanto custa?” Já impaciente respondo “Minha senhora, para lhe dar preços tenho de saber a cidade. Como calcula, México é um país muito grande!!!”
Bom, resumindo, lá tive de desenrascar uma cidade qualquer ao calhas, dei-lhe um preço quase atirado para o ar e a cliente lá seguiu caminho feliz da vida!

Meus senhores e minhas senhoras, eu trabalho com localizações reais, com datas fixas ou aproximadas, com dados reais para poder dar preços concretos e informações correctas. Se começar a trabalhar com suposições, não consigo elucidar os caros clientes com os preços reais, OK? O mercado está sempre a “mexer”, os preços estão sempre a mudar e o que hoje custa 5.00 €, amanha custa 10.00 €, para além do que o preço varia com a data da viagem, o tipo de hotel, o número de pessoas, os vários tipos de fornecedores. É um mundo complexo…

Beijinhos e Boas viagens!
JD

sábado, 26 de dezembro de 2009

Voltei ao trabalho…

Voltei a trabalhar aos fins-de-semana e este é particularmente custoso de passar.
São sete horas de tédio autêntico vendo as pessoas lá fora a passear e a encher as Amoreiras (um dos meus centros comerciais favoritos).
Está sol. Está frio, mas está sol… depois de três dias a chover sem parar, das tardes sombrias, hoje está sol e continuo a perguntar-me o que esta gente faz num centro comercial quando o sol tímido decidiu regressar às nossas vidas. Procuro uma justificação como se tivesse una necessidade parva de desculpar estas tristes almas (e são muitas, acreditem!), então cheguei a uma conclusão: este pessoal deve estar aqui para virem trocar as prendas de Natal que não gostaram… Ou seja, depois de passarem um mês em centros comerciais à procura da penda ideal, agora vão para os centros comerciais trocarem essa prenda ‘supostamente’ ideal!

Agora pergunto aquelas pessoas que receberam uma prendinha minha se realmente gostaram…fica a questão no ar e quem quer responder, estarei por cá!
O Natal é uma chatice porque depois nunca sei se gostaram da minha lembrança ou se vão trocar a prenda, ou, pior ainda, se a guardam para darem a outra pessoa no próximo ano (é como aquele jogo, passa a outro e não ao mesmo!).
Aceitam-se feedback.

Entretanto lembrei-me de vos perguntar – aos poucos leitores que ainda têm curiosidade de ler o meu post –, quais são os centros comerciais preferidos aqui da zona de Lisboa.
Vamos lá ver quem tem mais pontos…
Os meus são: Amoreiras e o Alegro em Alfragide.
Dêem a vossa opinião, colaborem, vá lá?
Daqui a um mês veremos qual o mais votado entre estes:

• Amoreiras – 1
• Colombo
• Alegro / Alfragide – 1
• Dolce Vita Tejo
• Central Park / Linda-a-Velha
• Dolce Vita Miraflores
• Oeiras Park
• Fórum Almada
• Saldanha Residence
• Centro Comercial Monumental
• Picoas Plaza
• Cascais Shopping
• Freeport
• Vasco da Gama / Parque das Nações
• Fonte Nova
• Centro Comercial Campo Pequeno
• Armazéns do Chiago
• El Corte Ingles
• Centro Comercial Alvalade

(e fico-me por estes para não chegar aos 20!!)


Beijinhos a todos e Boas Festas
JD

sábado, 7 de novembro de 2009

Caraíbas

Boa noite pessoal,

Regressei das Caraíbas! excelente tempo, um bocadinho de cor na pele, uma água espectacularmente quente, o azul turquesa do mar que nos permite ver os nossos pés dentro da água, uma areia branca e limpa e umas ondas pequenitas que convidam ao mergulho.

Na impossibilidade de descrever melhor a paisagem, aqui seguem umas fotografias bastantes ilustrativas das últimas férias que deixaram saudades e a promessa de voltar...


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Canalizações

Olá Leitores!
Há quanto tempo... mas não se iludem que não venho para ficar!

Venho só dar aqui um "pulinho" para expressar a minha indignação contra os canalizadores: quando diziam que "eu quero é ser canalizador, porque aí ganha-se bem", não acreditava lá muito na história e até pensava que era apenas uma metáfora ridicula qualquer, cujo verdadeiro significado nunca o saberia ao certo...
A verdade é que ou se tenta saber um bocadinho de canos ou estamos completamente lixados e dependentes destes sangue-sugas da sociedade que se aproveitam da falta de conhecimento de todos nós, pobres humanos, que, por pura ingenuidade, não sabemos distinguir de onde é que sai a maldita água, se da parede, se do cano!

Eram 3 da manhã quando dei pelo chão da casa de banho inundada! Não há maior transtorno do que acordar a meio da noite para termos uma má notícia... faz-me lembrar daquelas noites em que o meu cão, quando estava mais doente, vomitava a meio da noite e lá tinha eu de me levantar para limpar a sala, ainda meio a dormir! É mesmo uma sensação desagradável...

Isto tudo para dizer que as rupturas de canos são o suficiente para estragar a vida de uma pessoa, principamente quando é na casa-de-banho!! Basicamente o transtorno traduz-se em limpar o chão, desligar as torneiras ou até mesmo desligar a água, não se pode tomar banho, nem sequer usar a sanita sem que a casa-de-banho inunda mais um bocadinho. E depois é a tarefa de se descobrir um canalizador que trabalha 24H (aqui dou graças ao google), que seja eficiente e rápido. Mesmo assim, este canalizador demorou um dia inteiro vir! Vamos considerar isto rápido, ok?

Primeiro ligou para saber qual seria o estrago ou o problema (se eu soubesse, certamente não precisaria dele!). Depois afirmou tentar passar por casa antes da hora do almoço. Ok, óptimo, vou ficar cá em casa à espera dele, pode ser que até seja rápido. A seguir ao almoço, no limiar da paciência, toca a ligar para o senhor "ahh é que me atrasei um bocadinho, mas estou a chegar". O engraçado é que o "estou a chegar" na linguagem dos canalizadores (ficam já a saber) significa "ainda vou demorar umas horitas". E eis que às 17H chega o tão esperado canalizador!
Cerca de 20 minutos depois e 75 € (sim, 75!!), está tudo resolvido! E posso voltar à minha vida normal.
Bom, mas passo a discriminar a factura: 30€ de deslocação + 40€ de mão de obra + 5€ pela peça (que no AKI custa 30 centimos). Fiquei estupfacta e mais não digo!

É caso para dizer: Devia ter sido canalizadora!

Boas noites a todos os leitores
JD